Algumas verdades sobre ingestão de Proteínas e Carboidratos.

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Em sua maior dieta, os alunos e frequentadores das academias e centros de treinamento objetivam principalmente a busca pelo corpo perfeito, quer seja hipertrofia ou mesmo definição muscular. Nessa busca pelo corpo “esteticamente perfeito”, muitos arriscam dietas e regimes dietéticos de qualquer espécie (MAHAN, 2005), colocando em risco a saúde ou exagerando nos exercícios físicos, podendo sofrer danos irreparáveis, mesmo sabendo que existe um limite genético para o desenvolvimento de cada indivíduo (SILVA; MOREAU, 2003).

Para que ocorra a hipertrofia, são necessários a atenção e o sincronismo de diversos fatores, tais como treinamento, alimentação, descanso, predisposição genética e recursos ergogênicos.carnee

Existe uma crença entre atletas e praticantes de musculação de que o aumento na ingestão de proteína melhoraria a força e o ganho de massa muscular. Porém, a ingestão de proteína e o consumo energético devem ser adequados a cada indivíduo, conforme o tipo de atividade, da fase do treinamento e do momento da ingestão (TIRAPEGUI, 2005).

Especialistas apontam que a alimentação é a peça fundamental para o ganho de massa muscular, podendo chegar a 60% em importância. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, a ingestão adequada de proteína para atletas de força seria de 1,6 a 1,7 gramas por quilo de peso corporal (Exemplo: Um indivíduo de 70kg deveria ingerir diariamente entre 112 e 119g de proteína).

Em um estudo de Duncan et al.(2004), foi identificado que frequentadores de academia costumam ter uma alimentação hiperprotéica, devido ao modismo, falta de informação e orientação inadequada. Na grande maioria dos estudos realizados não se encontraram diferenças significativas entre ofertas de proteínas maiores que 1,7g/kg/dia.

Já as necessidades nutricionais em termos calóricos correspondem a um consumo entre 37 e 41 kcal/kg/dia (Exemplo: Um indivíduo de 70kg deveria ingerir diariamente entre 2590 e 2870kcal), dependendo dos objetivos, a taxa calórica pode apresentar variações mais amplas. Em estudo realizado por Menon e dos Santos (2012) e em outro dirigido por Oliveira et al.(2009) o valor energético total ingerido foi abaixo do recomendado, no entanto, para otimizar a recuperação muscular, sugere-se o consumo de carboidratos entre 5 e 8g/kg de peso por dia.

Outro detalhe importante a ser ressaltado está vinculado à ingestão de lipídeos, Garcia (1999) e Oliveira et al.(2009) identificaram em seus estudos a predominância de uma dieta hiperlipídica entre os praticantes de musculação, sendo que o recomendado para adultos é cerca de 1g/kg de peso corporal.

Assim deve-se atentar aos excessos e deficiências de macro nutrientes na dieta, procurando mantê-la balanceada e com alimentos de qualidade. Procure a orientação de um(a) nutricionista para identificar suas reais necessidades e aliá-las ao seu objetivo, lembre-se da saúde em primeiro lugar!

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Educador Físico Formado Pela UFPR Pós Graduação em Treinamento de Força e Hipertrofia Email: gui.scots@yahoo.com.br CREF 020899-G/PR

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